16 novembre 2013

Dias de glória

Ontem foi um dia de glória.
Não estou a falar do jogo de Portugal, mas já que ganhámos melhor ainda!
Ontem foi o dia em que passados 1 mês e 28 dias do nascimento da minha princesa voltei a meter as minhas calças antigas.
Depois de passar 9 meses a ver a barriga a crescer e tudo o resto também, dá-me alento e motivo para festejar, gritar ao mundo "Estou magra outra vez"! (bom, não totalmente porque ainda faltam uns quantos ajustes a fazer).
Acima de tudo estou feliz por poder servir de exemplo á minha filha e um dia mais tarde oouvi-la dizer:
"Mãe, tu eras esbelta".

PS: Sou uma mãe babada.

9 novembre 2013

A amamentação em Paris

Duas coisas aprendi com a maternidade: toda a gente nos dá conselhos e opiniões disparatadas, principalmente quando ninguém lhes pediu. E a outra, que a amamentação é a melhor coisa que podemos oferecer aos nossos filhos. No entanto, ainda continuam a existir pessoas que se saem com comentários absurdos como: "Eu não sou nenhuma vaca para dar leite! Imagina ter de dar de mamar quando vou a um restaurante!" (proferido por uma pessoa que já é mãe).

Sabem aquele momento em que uma pessoa quer responder, mas o que foi dito anteriormente é tão estúpido e revoltante que preferimos estar calados e sorrir perante tal ignorância? Bom, foi o caso.

E outras como:" Devias começar a dar leite em pó para ela te fazer as noites!" Quando a minha filha está cada vez maior e mais gordinha a cada dia que passa só com o leite materno.

Eu não consigo perceber este espécie de ritual que existe, que diz que quando uma mulher está grávida, e que continua quando a criança nasce, toda a gente se sente na obrigação de dar um pouco do seu 'savoir-faire'. Como se ter um filho pela primeira vez já não fosse suficientemente duro, ainda temos de ter a capacidade de fazer a triagem entre o que ouvir e aproveitar, ou simplesmente fechar os olhos (ou os ouvidos, se preferirem) e esperar que passe!

Voltando ao tema amamentação, posso garantir que não é uma tarefa fácil. Não me refiro ás gretas nas mamas, aos mamilos invertidos, ás dores quando os bicos ainda não estão calejados, mas sim ao facto de ter dar de mamar em sítios públicos aqui em Paris.
Quando estava em Portugal tive o exemplo da minha irmã que sempre amamentou sem qualquer souci ou pudor, para mim sempre foi uma coisa mais do que normal, um acto natural.

Chegando aqui a França eu não vejo uma alminha de mamas de fora. Nem uma. Zerinhos! Ao longo da minha estadia na maternidade fui-me apercebendo que as mães francesas (não posso falar a nível geral obviamente) optam pela facilidade do biberão. O acto de meter as mamas de fora em plena rua causa-lhes um grande trastorno, não poderiam ir a restaurantes, a centros comerciais... na minha perspectiva é um problema de pudicismo agudo.

Quando frequentava as aulas de preparação ao parto, uma sage-femme disse-nos que se ao longo da gravidez nunca nos tivesse passado pela ideia que tinhamos a opção de não amamentar, a resposta ao tema amamentação estava dada.

Aqui pratica-se a cultura do biberão, mais c'est dommage para a minoria que deseja amamentar e que não encontra um mínimo de condições nesta cidade que dizem ser tão evoluída.
Cada uma faz a sua escolha. Assim como eu fiz a minha.