No dia 31 fez 5 meses que cheguei a França.
Quando no mês de Abril o meu contrato acabou (a termo temporário, como a maioria neste momento em Portugal), o meu namorado e eu começámos a analisar várias situações, sendo que a que apresentava mais condições favoráveis a vingar e mais prós do que contras seria partir para França.
No dia 31 de Maio chegámos a Paris pronto para um novo desafio...não é bem um desafio quando nos vemos obrigados a sair do nosso país, chutados pela falta de emprego e sem perspectivas de futuro. Foi mais propriamente um sacrifício.
O meu objectivo nunca foi fazer aumentar a percentagem de jovens que fazem parte dos "Jovens que não estudam nem trabalham", um artigo publicado pelo jornal 'Público' no dia 28.10.2012 (texto de Natália Faria).
Sei que a única solução que tinha era de peregrinar o país de Norte a Sul em busca de trabalhos com duração máxima de 3 meses, e depois disso, partir para um outro, numa outra vila ou cidade durante os próximos 5 anos, como já avisou a Merkel. Mesmo me esforçando e me deslocando por todo o país, a minha situação continuaria a ser precária. O dinheiro que era suposto ser poupado para um carro ou uma casa, ia ser gasto em viagens de ida-volta, aluguer de casas, combustível, refeições não pagas pelo trabalho...Enfim!!
Quando no mês de Abril o meu contrato acabou (a termo temporário, como a maioria neste momento em Portugal), o meu namorado e eu começámos a analisar várias situações, sendo que a que apresentava mais condições favoráveis a vingar e mais prós do que contras seria partir para França.
No dia 31 de Maio chegámos a Paris pronto para um novo desafio...não é bem um desafio quando nos vemos obrigados a sair do nosso país, chutados pela falta de emprego e sem perspectivas de futuro. Foi mais propriamente um sacrifício.
O meu objectivo nunca foi fazer aumentar a percentagem de jovens que fazem parte dos "Jovens que não estudam nem trabalham", um artigo publicado pelo jornal 'Público' no dia 28.10.2012 (texto de Natália Faria).
Sei que a única solução que tinha era de peregrinar o país de Norte a Sul em busca de trabalhos com duração máxima de 3 meses, e depois disso, partir para um outro, numa outra vila ou cidade durante os próximos 5 anos, como já avisou a Merkel. Mesmo me esforçando e me deslocando por todo o país, a minha situação continuaria a ser precária. O dinheiro que era suposto ser poupado para um carro ou uma casa, ia ser gasto em viagens de ida-volta, aluguer de casas, combustível, refeições não pagas pelo trabalho...Enfim!!
O facto é que nem em Portugal, nem em França as coisas são fáceis...
Cheguei aqui sem saber uma única palavra da língua, sem trabalho e sem qualquer perspectiva de como as coisas iam correr. O meu namorado estava confiante, e eu estava confiante nele.
Os primeiros 3 meses foram horríveis.
Trabalho
Cheguei aqui sem saber uma única palavra da língua, sem trabalho e sem qualquer perspectiva de como as coisas iam correr. O meu namorado estava confiante, e eu estava confiante nele.
Os primeiros 3 meses foram horríveis.
Trabalho
Desde o primeiro dia houve uma enorme pressão para que eu arranjasse trabalho, a todo o custo. Então dia sim, dia não, eu percorria os passeios de Paris em talon , mostrando o meu maior sorriso de quem já não aguentava mais um minuto calçada e a repetir a mesma frase: " Bonjour je suis à la recerche d'un poste de travail, est-ce que je peux laisser mon CV?".
É engraçado como no inicio não fazia ideia do que estava a dizer e no final do dia já não suportava repetir, nem mais um minuto, aquela maldita frase que eu não via a dar frutos, e que todos os dias o meu namorado me obrigava a repetir para que no dia seguinte eu convencesse alguém a dar uma chance a uma recém-licenciada portuguesa, que nem uma palavra sabia dizer.
Entretanto, a pouco e pouco alguns empregadores me foram ligando, mas havia sempre algo que não corria bem... Tinha as qualificações, mas quando atendia o telefone tinha de falar em inglês, o que não lhes agradava e que pelo que me fui apercebendo, não é bem o ponto forte deste povo. Mas a procura continuou...
É engraçado como no inicio não fazia ideia do que estava a dizer e no final do dia já não suportava repetir, nem mais um minuto, aquela maldita frase que eu não via a dar frutos, e que todos os dias o meu namorado me obrigava a repetir para que no dia seguinte eu convencesse alguém a dar uma chance a uma recém-licenciada portuguesa, que nem uma palavra sabia dizer.
Entretanto, a pouco e pouco alguns empregadores me foram ligando, mas havia sempre algo que não corria bem... Tinha as qualificações, mas quando atendia o telefone tinha de falar em inglês, o que não lhes agradava e que pelo que me fui apercebendo, não é bem o ponto forte deste povo. Mas a procura continuou...
MDC
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