17 novembre 2012

Os meu primeiros passos no mundo do trabalho #1

No último post sobre o trabalho, tinha falado sobre a minha experiência de ter andado á procura de trabalho em tudo o que era hotéis de Paris. Bem, realmente o esforço árduo deu os seus frutos e passado algum tempo ligaram-me a informar-me que ia ter uma entrevista.
 Fiquei feliz e admirada ao mesmo tempo! "Acabei de chegar e já arranjei trabalho?". Estava mesmo estupefacta! Mas quando cheguei á entrevista e ele me pediu para falar em francês, vi que as coisas não iam ser tão fáceis como eu pensei... Sai de lá a chorar, completamente desconsolada, senti-me uma incapaz. Por sentir que tinha obrigação de ter passado áquela entrevista, e por não me conseguir exprimir.
Aí descobri que as coisas não iam ser como eu estava a pensar.


O primeiro trabalho que arranjei aqui foi como ajudante de limpezas.
Tinha uma pessoa que para me ajudar a ganhar uns trocos, sempre que tinha um trabalhinho, levava-me e eu ajudava-a a limpar, a esfregar ou o que fosse preciso.
Tenho que admitir que nunca foi o que eu quis fazer, e tive muitas crises porque aquele trabalho não era crime nenhum, mas não compreendia porque é que eu não conseguia encontrar mais nada. Estava mesmo frustrada e nada parecia estar a melhorar...

Uma semana depois de cá ter chegado fui ao centro de emprego para arranjar alguma ajuda. Tinha de ir e apresentar á senhora uma proposta do que queria fazer. Depois de muitas tardes a ver ofertas de emprego, decidi que o melhor era candidatar-me para ser baby-sitter. Pensei que assim poderia aprender o francês com os miúdos e com isso ainda ganhava uns trocos!
Como sei o inglês e o português teria mais hipóteses. Foi o que fiz.
A mulher não achou a ideia parva de todo, e até me encorajou, mesmo sabendo que sem o francês ia ser difícil.

No prédio onde eu morava havia uma vizinha que tinha um bébé.
Por sorte a senhora estava a precisar de alguém que ficasse com a criança por algum tempo. E foi esse o meu primeiro salário! :)
Ela soube que eu tinha experiência, e no início deixou-mo uma hora, mas depois, quando ganhou mais confiança e viu que o menino se dava bem comigo, começou a deix
á-lo mais tempo...Fiquei super contente.

Nos meses de Julho e Agosto, andei entre limpezas e baby-sittings. Inscrevi-me em centros de recrutamento, que aqui são chamados de Int
érims, mas a língua continuou a ser um entrave.

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