29 décembre 2012

De volta...

É verdade... O Natal acabou e a vida real voltou. Nunca tinha passado por uma situação parecida. Na verdade já presenciei muitas partidas dolorosas... Sempre que o meu pai tinha de voltar para Angola e nos deixava em lágrimas, quando uma senhora que era como se fosse minha avó morreu, e ontem.
Deixar a minha casa, o meu quarto, a minha sala, a minha lareira... O sítio onde cresci e onde realmente sinto que posso soltar um suspiro bem fundo, abrir os olhos, sentir-me segura e dizer o que penso.
Deixar as minhas sobrinhas que para mim são como se fossem as minhas próprias filhas... Ver que elas cresceram tanto e que todos os dias aprendem coisas novas e que no momento em que estão a formar a sua personalidade eu não estou lá... Não estou lá para ver quando começam a escola, quando a acabam, quando têm festas da escola, quando chegam a casa com novas expressões que aprenderam e que nos deixam de boca aberta.
E que saudades que eu sinto da minha mãe... Fiz-lhe uma lista interminável de coisas que queria comer quando chegasse e não faltou nem uma! Nem sei se lhe cheguei a agradecer porque o tempo foi pouco para estarmos realmente juntos para trocar dois dedos de conversa mais séria, mas fica aqui o meu muito obrigado mãe.
A verdade é que por muitas turras e cabeçadas que tenhamos, estar longe é sempre difícil, mas não mais difícil que a despedida. Seria tão mais fácil sair no meio da noite sem ninguém ouvir, dar um beijo a todos, não olhar para trás e conter as lágrimas! Mas quando os teus pais te acompanham ao aeroporto sabemos que vai chegar aquele momento de dizer "Adeus e até não sei que dia.". Aí não nos conseguimos controlar e os pensamentos sobre o que nos espera a seguir tornam tudo mais complicado ainda.


Por isso posso dizer, a partir de hoje, que odeio despedidas.

Não quero falar mais sobre isto porque sei que tenho de seguir em frente e pensar que faço isto pelo meu futuro. Não sei bem qual, mas é por ele.

Bem ou mal, mas estou de volta.

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