4 janvier 2013

"Fashioning Fashion" - Dois séculos de moda Europeia

Sei que já tinha dito, mas Bom Ano a todos! Nunca é demais lembrar.

A minha primeira saída de 2013 foi super cultural (para a quantidade de vezes que vou a museus e a centros culturais). Para começar bem o ano fui ver uma exposição sobre moda, que está presente no museu de artes decorativas, perto do Louvre.
Chama-se "Fashioning Fashion", e fala sobre os dois séculos de moda europeia, desde meados do séc.XVIII ao séc. XX.
Na verdade tinha vontade de a ir ver, mas estava-me a custar dar nove euros. Digam o que disserem, mas uma pessoa fica traumatizada com a vida em Portugal, em que o lema é " poupar e não sair de casa para não cair em tentação".
Mas como já tinha decidido que este ano me iria cultivar um pouco mais, em vez de gastar esse dinheiro em outras porcarias, eles seriam bem empregues e sairia de lá uma pessoa mais culta!
De facto sai de lá mais culta e mais contente quando soube que por ter menos de 26 anos e fazer parte da União Europeia, não tinha de gastar nem 1 cêntimo!

Cultura e poupança, música para os meus ouvidos!

Quem já não ouviu dizer "a moda ainda vai voltar!"? Pois bem, eu penso que na vida tudo é cíclico, a história é cíclica, os erros são cíclicos, enfim, podemos dizer que somos uma raça que não aprende às primeiras... Mas a moda é aquela área em que, mesmo a coisa mais ridícula que inventem, alguém a vai vestir e ousar dizer que é bonito, e aqueles com pouca confiança irão erguer o pescoço e gritar bem alto o nome do estilista que criou a peça e desafiar-nos a pôr a sua criação em questão. Bom, gostos são gostos e acabou-se.
Como o exemplo das roupas de hoje em dia, todas em acrílico ou em poliéster, sei que há gente que nem se dá ao trabalho de ver o material de que é feito o vestuário, mas se um dia tiverem curiosidade, façam-me esse favor. Hoje em dia existe uma luta (entre mim e a roupa) para encontrar algo com 100% algodão.

Fiquei deliciada com os tipos de materiais utilizados para fazer o vestuário da altura. Era rara a vestimenta que não fosse feita de veludo ou em seda, perfeitamente bordada à mão com fios de ouro ou metalizados. Vi um vestido que por ter todas essas características pesava 4kgs!!! Não admira que eles morressem cedo, com tantas doenças que existiam, falta de alimento e vestidos a pesar 4kgs.

Mas estes quilos todos não eram unicamente feitos dos fios e dos materiais. Todo aquele artesanal que elas levavam debaixo da saia era obra! Era uma armação para levantar a saia, era outra para fazer coxas de meio metro (sim, porque eu vi uma que parecia que levava uma mesa de jantar debaixo da saia), outra para apertar o estômago até não poder mais, e ainda uma outra que eu desconhecia que servia para aumentar o rabiosque.
Engraçado se pensarmos que hoje damos tudo para esconder as nossas imperfeições, mas por outro lado usamos amplificadores para tudo (de tal maneira que até chegamos a parecer barbies africanas), assim como roupa justa para evidenciarmos o corpo, o que não deixa de ser uma contradição!
Digo isto porque a caminho da exposição entrei numa loja de roupa interior para ver as tendências e qual não é o meu espanto quando vejo uma peça em destaque. Uma cueca com dois amplificadores, um em cada bochecha do rabo, mas uma coisa inacreditavelmente grande e esponjoso!

No meio disto tudo só tenho mesmo pena dos homens tristes que ainda se iludem com as aparências...



------Fiquei fula quando vi que não se podiam tirar fotografias :/ ------

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