Esta semana fui aos Champs-Élysées e a rua já está toda decorada! Tão bonita! Ai!
Havia anos em que ás vezes me sentia sem o espírito natalício, mas aqui é impossível! Se andarmos por Paris vamos ver até a rua mais pequena enfeitada com umas luzinhas, que ligadas a uns postes fazem um belo arco de natal que chega para alegrar qualquer pessoa! A lojinha da esquina, o supermercado até ao grande centro comercial está tudo perfeitamente ornamentado!
Só estou triste porque ainda não nevou aqui e não gostava nada de ir para Portugal sem ver a neve a cair. Mas mesmo que ela venha depois do Natal, não faz mal porque quando se passeia pelosChamps-Élysées está tudo branquinho e há pistas de gelo, e todas as barraquinhas estão enfeitadas de branco, verde e vermelho :)
Está mesmo super bonito e natalício, por isso vou tentar meter aqui algumas fotos muito em breve!
Beijinhos para todos :)
24 novembre 2012
18 novembre 2012
Os meu primeiros passos no mundo do trabalho #2
No mês de Setembro, graças à ajuda de um familiar do meu namorado, arranjei um trabalho no sector público.
Nada de muito complexo, nem de muito difícil. Eu e um grupo de mais oito vacataires, fomos encarregados de receber as cartas das pessoas que estavam naquela altura a pagar os impostos e fazer todo o processo de triagem que isso envolvia. Foi um trabalho simples e bastante rotineiro, mas que me ajudou a entrar no mercado de trabalho, e a poder começar a tratar das burocracias que o país requeria. O número de segurança social, a carte vitale, etc.
O trabalho terminou em Outubro.
Um dos temas centrais de conversa quando estávamos no trabalho era... O trabalho! Isto porque todos nós sabíamos que aquilo era uma coisa temporária (o Estado não emprega mais do que três meses para não nos dar o desemprego). Então numa dessas conversas, um dos meus colegas comentou que tinha um trabalho suplementar. Aqui chama-se 'extra'. Funciona da seguinte maneira: a empresa não tem empregados fixos, ou seja, quando precisam de alguém telefonam e se estivermos disponíveis vamos trabalhar, se não, ligam para outra pessoa e assim sucessivamente. Nunca se pode programar a semana, porque tanto nos ligam num dia, como no outro não. Não é um trabalho fixo, muito pelo contrário, nunca nos dão certezas. Para uns é uma óptima oportunidade de arredondar o salário ao final do mês, mas para outros é a única solução de conseguir alguns trocos para viver.
O meu colega prontificou-se logo a arranjar-me uma entrevista e eu fiquei-lhe imensamente agradecida!
No dia seguinte estava eu a ser contratada para trabalhar como extra e foi como ter ganho o dia :)
Espero que a esta altura ainda tenham vontade de ler mais posts :) ahah
Nada de muito complexo, nem de muito difícil. Eu e um grupo de mais oito vacataires, fomos encarregados de receber as cartas das pessoas que estavam naquela altura a pagar os impostos e fazer todo o processo de triagem que isso envolvia. Foi um trabalho simples e bastante rotineiro, mas que me ajudou a entrar no mercado de trabalho, e a poder começar a tratar das burocracias que o país requeria. O número de segurança social, a carte vitale, etc.
O trabalho terminou em Outubro.
Um dos temas centrais de conversa quando estávamos no trabalho era... O trabalho! Isto porque todos nós sabíamos que aquilo era uma coisa temporária (o Estado não emprega mais do que três meses para não nos dar o desemprego). Então numa dessas conversas, um dos meus colegas comentou que tinha um trabalho suplementar. Aqui chama-se 'extra'. Funciona da seguinte maneira: a empresa não tem empregados fixos, ou seja, quando precisam de alguém telefonam e se estivermos disponíveis vamos trabalhar, se não, ligam para outra pessoa e assim sucessivamente. Nunca se pode programar a semana, porque tanto nos ligam num dia, como no outro não. Não é um trabalho fixo, muito pelo contrário, nunca nos dão certezas. Para uns é uma óptima oportunidade de arredondar o salário ao final do mês, mas para outros é a única solução de conseguir alguns trocos para viver.
O meu colega prontificou-se logo a arranjar-me uma entrevista e eu fiquei-lhe imensamente agradecida!
Espero que a esta altura ainda tenham vontade de ler mais posts :) ahah
17 novembre 2012
Os meu primeiros passos no mundo do trabalho #1
No último post sobre o trabalho, tinha falado sobre a minha experiência de ter andado á procura de trabalho em tudo o que era hotéis de Paris. Bem, realmente o esforço árduo deu os seus frutos e passado algum tempo ligaram-me a informar-me que ia ter uma entrevista.
Aí descobri que as coisas não iam ser como eu estava a pensar.
O primeiro trabalho que arranjei aqui foi como ajudante de limpezas.
Tinha uma pessoa que para me ajudar a ganhar uns trocos, sempre que tinha um trabalhinho, levava-me e eu ajudava-a a limpar, a esfregar ou o que fosse preciso.
Tenho que admitir que nunca foi o que eu quis fazer, e tive muitas crises porque aquele trabalho não era crime nenhum, mas não compreendia porque é que eu não conseguia encontrar mais nada. Estava mesmo frustrada e nada parecia estar a melhorar...
Uma semana depois de cá ter chegado fui ao centro de emprego para arranjar alguma ajuda. Tinha de ir e apresentar á senhora uma proposta do que queria fazer. Depois de muitas tardes a ver ofertas de emprego, decidi que o melhor era candidatar-me para ser baby-sitter. Pensei que assim poderia aprender o francês com os miúdos e com isso ainda ganhava uns trocos!
Como sei o inglês e o português teria mais hipóteses. Foi o que fiz.
A mulher não achou a ideia parva de todo, e até me encorajou, mesmo sabendo que sem o francês ia ser difícil.
No prédio onde eu morava havia uma vizinha que tinha um bébé.
Por sorte a senhora estava a precisar de alguém que ficasse com a criança por algum tempo. E foi esse o meu primeiro salário! :)
Ela soube que eu tinha experiência, e no início deixou-mo uma hora, mas depois, quando ganhou mais confiança e viu que o menino se dava bem comigo, começou a deixá-lo mais tempo...Fiquei super contente.
A mulher não achou a ideia parva de todo, e até me encorajou, mesmo sabendo que sem o francês ia ser difícil.
No prédio onde eu morava havia uma vizinha que tinha um bébé.
Por sorte a senhora estava a precisar de alguém que ficasse com a criança por algum tempo. E foi esse o meu primeiro salário! :)
Ela soube que eu tinha experiência, e no início deixou-mo uma hora, mas depois, quando ganhou mais confiança e viu que o menino se dava bem comigo, começou a deixá-lo mais tempo...Fiquei super contente.
Nos meses de Julho e Agosto, andei entre limpezas e baby-sittings. Inscrevi-me em centros de recrutamento, que aqui são chamados de Intérims, mas a língua continuou a ser um entrave.
9 novembre 2012
Loja em Segunda Mão
Hoje fiquei por casa...
Eu sabia que esta semana ia ser difícil para mim...Quando estou ocupada, vejo a vida a andar para a frente, mas o facto de ter acabado o trabalho esta semana e estar sem perspectivas de algo novo, deixou-me (e deixa-me) sempre um bocado deprimida. E quando fico deprimida dá-me para ficar em casa, e se eu fico em casa...Ai se eu fico em casa! Bem, se eu fico em casa perco a vontade de continuar, e tenho mesmo de me obrigar, dentro da minha cabeça, a sair para ganhar forças para lutar pelo futuro!
Mas heureusement que esta semana não foi assim!
Ter conseguido o meu primeiro trabalho em França, fez com que agora eu tivesse muitas coisas a tratar, segurança social, carte vitale, procura de um próximo trabalho, etc.
E quem por lá passou sabe que não é pêra doce andar a tratar destas coisas. Ora temos de ir a um lado, ora mandam-nos para outro, mas depois dessas voltas ainda falta um papel, que temos de ir arranjar, mas o sítio onde isso se arranja está fechado, depois quando conseguimos afinal é para enviar pelo correio...ENFIM!
Não, mas como estava a dizer...esta semana estive sempre ocupada e ainda deu tempo para dar umas voltinhas e fazer umas comprinhas de última hora (eh eh), numas lojas que ainda não conhecia, e descobri uma verdadeira pérola!
Eu não sou do tipo de pessoas que liga a marcas. Quando chega a hora de comprar roupa, não quero mesmo saber, sempre fui habituada assim. E parece que desde que estou aqui que isso ainda se acentuou mais, o que não deixa de ser contraditório já que estou na capital da moda e das marcas caras!
Mas quinta-feira, ao passear pelo quartier de Saint-Germain-des-Prés vi uma loja de roupa de segunda mão, mas não era igual às outras. Esta chamava-se KILO SHOP e como diz o nome, a roupa é pesada e comprada ao quilo(como a fruta)!
Achei a ideia super interessante, mas já conhecia o as lojas desse género porque já existem nos EUA. No entanto, o facto de a ter aqui perto, torna-a ainda mais excitante :D.

Este fim-de-semana estou a contar de lá passar e a ver se faço algum super negócio!
AH! Esqueci-me de explicar como funciona!
Cada peça de roupa tem um alarme. Verde, Vermelho ou Azul. O vermelho significa que essa peça está a 20 euros o quilo, as verdes e as azuis são a 30 euros o quilo. Para além desses três há ainda os alarmes brancos que têm preço fixo, mas nada que ultrapasse os 5 euros :)
Beijinhos*
7 novembre 2012
Salon du Chocolat
Olá leitores!
No dia 1 de Novembro como foi feriado decidi dar um passeio pelo salão de chocolate que esteve na Porte de Versailles...
Nas enormes filas já imaginava todos os chocolates que ia provar, sim, porque a gulosice em mim fala sempre mais alto!
Agora que estou aqui sinto mesmo que para além do esforço que é necessário ser feito, também sinto que tenho uma sorte enorme por estar numa das maiores capitais do mundo. Tanta actividade, tanta coisa para visitar e fazer...seria um desperdício ficar em casa!
Nas enormes filas já imaginava todos os chocolates que ia provar, sim, porque a gulosice em mim fala sempre mais alto!
Agora que estou aqui sinto mesmo que para além do esforço que é necessário ser feito, também sinto que tenho uma sorte enorme por estar numa das maiores capitais do mundo. Tanta actividade, tanta coisa para visitar e fazer...seria um desperdício ficar em casa!
Para além da enorme variedade de chocolates que existiam, também pude provar uma nova selecção de baileys que lá estavam... Eu gosto de tudo o que é doce, mas sinceramente aquilo eu não aconselho.
Demasiado doce, com um sabor muito forte a álcool.
Havia imensos chocolates de todos os tipos e sabores! Mas o rei foi o cacau, ou seja, o chocolate negro, do qual eu não sou fã, mas a exposição esteve bastante bem.
Adorei, e quem para o ano poder lá passar, não pense duas vezes!
Deixo agora aqui algumas fotografias para vocês verem:
Demasiado doce, com um sabor muito forte a álcool.
Havia imensos chocolates de todos os tipos e sabores! Mas o rei foi o cacau, ou seja, o chocolate negro, do qual eu não sou fã, mas a exposição esteve bastante bem.
Adorei, e quem para o ano poder lá passar, não pense duas vezes!
Deixo agora aqui algumas fotografias para vocês verem:
E o meu preferido foi este!
3 novembre 2012
Chegada a França
No dia 31 fez 5 meses que cheguei a França.
Quando no mês de Abril o meu contrato acabou (a termo temporário, como a maioria neste momento em Portugal), o meu namorado e eu começámos a analisar várias situações, sendo que a que apresentava mais condições favoráveis a vingar e mais prós do que contras seria partir para França.
No dia 31 de Maio chegámos a Paris pronto para um novo desafio...não é bem um desafio quando nos vemos obrigados a sair do nosso país, chutados pela falta de emprego e sem perspectivas de futuro. Foi mais propriamente um sacrifício.
O meu objectivo nunca foi fazer aumentar a percentagem de jovens que fazem parte dos "Jovens que não estudam nem trabalham", um artigo publicado pelo jornal 'Público' no dia 28.10.2012 (texto de Natália Faria).
Sei que a única solução que tinha era de peregrinar o país de Norte a Sul em busca de trabalhos com duração máxima de 3 meses, e depois disso, partir para um outro, numa outra vila ou cidade durante os próximos 5 anos, como já avisou a Merkel. Mesmo me esforçando e me deslocando por todo o país, a minha situação continuaria a ser precária. O dinheiro que era suposto ser poupado para um carro ou uma casa, ia ser gasto em viagens de ida-volta, aluguer de casas, combustível, refeições não pagas pelo trabalho...Enfim!!
Quando no mês de Abril o meu contrato acabou (a termo temporário, como a maioria neste momento em Portugal), o meu namorado e eu começámos a analisar várias situações, sendo que a que apresentava mais condições favoráveis a vingar e mais prós do que contras seria partir para França.
No dia 31 de Maio chegámos a Paris pronto para um novo desafio...não é bem um desafio quando nos vemos obrigados a sair do nosso país, chutados pela falta de emprego e sem perspectivas de futuro. Foi mais propriamente um sacrifício.
O meu objectivo nunca foi fazer aumentar a percentagem de jovens que fazem parte dos "Jovens que não estudam nem trabalham", um artigo publicado pelo jornal 'Público' no dia 28.10.2012 (texto de Natália Faria).
Sei que a única solução que tinha era de peregrinar o país de Norte a Sul em busca de trabalhos com duração máxima de 3 meses, e depois disso, partir para um outro, numa outra vila ou cidade durante os próximos 5 anos, como já avisou a Merkel. Mesmo me esforçando e me deslocando por todo o país, a minha situação continuaria a ser precária. O dinheiro que era suposto ser poupado para um carro ou uma casa, ia ser gasto em viagens de ida-volta, aluguer de casas, combustível, refeições não pagas pelo trabalho...Enfim!!
O facto é que nem em Portugal, nem em França as coisas são fáceis...
Cheguei aqui sem saber uma única palavra da língua, sem trabalho e sem qualquer perspectiva de como as coisas iam correr. O meu namorado estava confiante, e eu estava confiante nele.
Os primeiros 3 meses foram horríveis.
Trabalho
Cheguei aqui sem saber uma única palavra da língua, sem trabalho e sem qualquer perspectiva de como as coisas iam correr. O meu namorado estava confiante, e eu estava confiante nele.
Os primeiros 3 meses foram horríveis.
Trabalho
Desde o primeiro dia houve uma enorme pressão para que eu arranjasse trabalho, a todo o custo. Então dia sim, dia não, eu percorria os passeios de Paris em talon , mostrando o meu maior sorriso de quem já não aguentava mais um minuto calçada e a repetir a mesma frase: " Bonjour je suis à la recerche d'un poste de travail, est-ce que je peux laisser mon CV?".
É engraçado como no inicio não fazia ideia do que estava a dizer e no final do dia já não suportava repetir, nem mais um minuto, aquela maldita frase que eu não via a dar frutos, e que todos os dias o meu namorado me obrigava a repetir para que no dia seguinte eu convencesse alguém a dar uma chance a uma recém-licenciada portuguesa, que nem uma palavra sabia dizer.
Entretanto, a pouco e pouco alguns empregadores me foram ligando, mas havia sempre algo que não corria bem... Tinha as qualificações, mas quando atendia o telefone tinha de falar em inglês, o que não lhes agradava e que pelo que me fui apercebendo, não é bem o ponto forte deste povo. Mas a procura continuou...
É engraçado como no inicio não fazia ideia do que estava a dizer e no final do dia já não suportava repetir, nem mais um minuto, aquela maldita frase que eu não via a dar frutos, e que todos os dias o meu namorado me obrigava a repetir para que no dia seguinte eu convencesse alguém a dar uma chance a uma recém-licenciada portuguesa, que nem uma palavra sabia dizer.
Entretanto, a pouco e pouco alguns empregadores me foram ligando, mas havia sempre algo que não corria bem... Tinha as qualificações, mas quando atendia o telefone tinha de falar em inglês, o que não lhes agradava e que pelo que me fui apercebendo, não é bem o ponto forte deste povo. Mas a procura continuou...
MDC
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